Batata doce caramelizada: testamos a técnica viral e não deu certo
A gente testou a batata doce caramelizada com choque térmico, com batata comum e japonesa. Veja o passo a passo, o que deu errado e por quê.

Uma batata doce que carameliza nos próprios açúcares, sem adicionar nada? A gente testou a técnica viral três vezes e conta aqui o que aconteceu.
Spoiler: não conseguimos chegar no resultado do vídeo original. Mas a pesquisa explica bastante coisa.
A técnica
O vídeo original chama de técnica japonesa. Pelas nossas pesquisas, ela é coreana, e o nome é parecido com gun goguma, que significa batata doce assada.
O passo a passo do vídeo original é este:
- Corte as duas pontas da batata, sem descascar.
- Faça um corte em volta dela toda, no meio.
- Asse a 190 °C por 20 minutos.
- Tire do forno e coloque direto na água gelada por 2 minutos.
- Volte ao forno por mais 20 minutos.
A promessa é uma textura incrível e um sabor que lembra mel.
Primeira tentativa: batata doce comum
A nossa batata era um pouco mais grossa que a do vídeo, mas seguimos tudo certinho, com gelo na água para o choque térmico.
Depois dos 20 minutos finais, virou uma batata doce assada normal. Não funcionou.
Segunda e terceira tentativas: batata japonesa
A batata doce japonesa é difícil de achar, mas a gente encontrou numa feira. Ela é bem diferente da brasileira, e bem maior.
No meio do processo, acabou o gás. Na terceira tentativa, deixamos quase 50 minutos no forno, fizemos o choque térmico e voltamos com mais 40 minutos.
Cozinhou como qualquer batata cozinha. Ficou doce, mas não caramelizou. Uma delas passou do ponto e ficou preta.
A resposta da autora
A criadora do vídeo original respondeu a gente. Ela sugeriu outra opção: depois dos primeiros 20 minutos e da água gelada, cortar a batata ao meio e levar ao forno com a parte cozida virada para baixo.
A resposta chegou quando a gente já estava no meio do processo. De qualquer forma, a nossa já tinha assado duas vezes.
Por que não deu certo
Segundo a nossa pesquisa, a variedade da batata faz toda a diferença. A batata doce japonesa, a satsumaimo, tem muito mais de uma enzima, a beta-amilase.
Aquecida devagar, entre 60 °C e 80 °C, essa enzima transforma o amido em maltose, um açúcar. É isso que vira um xarope dentro da casca.
A batata doce comum tem menos dessa enzima ativa e mais água. Ao assar muito tempo, ela resseca antes de o açúcar se concentrar.
Resumo
- A técnica: cortes, 20 minutos a 190 °C, água gelada e mais 20 minutos.
- Com a batata doce comum, virou batata assada normal.
- Com a japonesa, cozinhou e ficou doce, mas não caramelizou.
- A autora sugeriu cortar ao meio e assar com o lado cozido para baixo.
- A variedade da batata parece ser o fator principal.
Se for tentar em casa, procure a batata doce japonesa: segundo a nossa pesquisa, a técnica depende dessa variedade.
Texto revisado por IA
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