Cajuzinho de festa sem leite condensado e o doce que veio antes dele
A receita do cajuzinho de festa dos anos 90, sem fogo e sem leite condensado, e a história do pamonhão cearense, o avô do docinho.

Se você lembra do cajuzinho das festas de criança, esta é a receita. Aqui vai o cajuzinho de festa dos anos 90, sem leite condensado e sem fogo, e a história do doce que veio antes dele.
O vídeo é com a cientista Ana Bonassa, conhecida por divulgar ciência. E tudo começou com uma reclamação do público.
A polêmica do cajuzinho
O canal já tinha reagido a um vídeo da Ana fazendo cajuzinho. Naquela receita, entrava leite condensado.
Os comentários não perdoaram: muita gente disse que aquele não era o cajuzinho de verdade. O de festa, segundo o público, era outro.
Então a gente voltou para a versão antiga. A base é simples: gordura, açúcar, um líquido (leite ou café) e amendoim.
Por que o cajuzinho sumiu das festas
A Ana cresceu numa família testemunha de Jeová, e ela não ia a festas. Só passou a frequentar aniversários depois de sair de casa, aos 17.
Quando finalmente chegou nas festas, o cajuzinho já tinha sumido das mesas. E ela tem uma teoria para isso.
Nos anos 90, o personagem Caco Antibes, interpretado por Miguel Falabella, zombava do cajuzinho como "doce de pobre". Para a Ana, essa piada pode ter ajudado a tirar o docinho das festas.
É uma teoria, não uma conclusão. Mas é divertida de pensar.
Como é o cajuzinho de festa
A receita da descrição do vídeo rende aproximadamente 30 unidades. Os ingredientes principais são:
- 200 g de amendoim torrado, sem pele e moído
- 1 xícara de açúcar refinado
- 4 colheres de sopa de chocolate em pó
- 1 colher de chá de manteiga
- 4 colheres de sopa de leite, colocadas aos poucos
Se o amendoim não vier pronto, torre, deixe esfriar, tire a pele e triture. A ideia é chegar numa farinha grossa, não numa pasta de amendoim.
O segredo está no leite. Coloque aos poucos e vá amassando com as mãos, porque o ponto muda de acordo com a moagem do amendoim e a umidade dos ingredientes.
A massa está boa quando fica homogênea, compacta na mão e dá para modelar sem esfarelar nem grudar demais. Aí é só fazer uma bolinha, alongar uma das pontas, passar no açúcar e encaixar um amendoim na ponta mais larga, imitando a castanha.
A versão com café
A descrição do vídeo também traz uma versão com café. Ela leva 500 g de amendoim, 1 xícara de chocolate em pó, 1 xícara de açúcar, margarina e aproximadamente 1 xícara de café amargo.
Aqui, o café faz o papel do líquido que dá liga à massa, no lugar do leite.
O avô do cajuzinho: pamonhão ou canjirão cearense
Antes do cajuzinho, existia o pamonhão, também chamado de canjirão cearense. Ele é considerado o avô do docinho.
A diferença é que ele não leva amendoim nem chocolate. A receita mostrada no vídeo usa:
- 300 g de castanha de caju
- 150 ml de mel de caju
- 50 g de farinha de mandioca fina, peneirada
A castanha é triturada até virar uma farinha com textura parecida com a de paçoca. Depois entra o mel de caju aos poucos, para aderir bem, e por último a farinha de mandioca.
A massa fica homogênea e bem grudenta. É só modelar em bolinhas pequenas.
Resumo
- O cajuzinho de festa dos anos 90 não leva leite condensado nem vai ao fogo.
- A base é amendoim moído, açúcar, chocolate em pó, manteiga e leite.
- O leite entra aos poucos, até a massa modelar sem esfarelar.
- Existe uma versão com café no lugar do leite.
- O pamonhão, ou canjirão cearense, é feito com castanha de caju, mel de caju e farinha de mandioca.
Não triture demais o amendoim. O objetivo é uma farinha grossa, não pasta de amendoim.
A receita completa está na aba Receitas, com o vídeo.
Texto revisado por IA
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